A História |
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O início... Foi em Janeiro do ano de 2003 que um grupo de alunos e ex-alunos de Medicina, Medicina Veterinária e Ciências do Meio Aquático, do ICBAS (Instituto de Ciências Biomédicas Abel Salazar), da Universidade do Porto, levados pelo interesse comum na música e na vida académica, formaram um grupo masculino que, com o importante apoio logístico da extinta Tuna-me Isto, Tuna Mista do ICBAS, se viria a denominar Tuna Académica de Biomédicas. O consenso que uniu este grupo de amigos era simples: gosto pela música, pela vida académica e pela diversão... juntando a isto a dedicação, o trabalho e o entusiasmo. Estabeleceu-se que este grupo teria regras segundo a tradição académica e que o mais importante dos pilares para a fundação desta tuna seria a qualidade musical de modo a representar condignamente o conceito de tuna, o nosso Instituto e o Porto que nos acolheu. Tendo sido a nossa apresentação oficial no dia 30 de Setembro de 2003, na semana de recepção ao caloiro do nosso Instituto, a tuna possui já um calendário repleto de actuações, de norte sul do país e além fronteiras, e vários prémios conquistados, o que determinou um início fulgurante e indicia um próspero futuro. Já se sabe que iremos todos recordar com muita saudade o nosso tempo de estudantes. As nossas vivências na tuna, espaço para experiências únicas, gravaremos para toda a vida, como os melhores anos da nossa juventude. Música e boémia, tradição académica e espírito tunante, amigos e companheirismo, serenatas e belas donzelas, jantaradas e brindes, palcos pisados e viagens… é isto que pretende ser a Tuna Académica de Biomédicas. Fernando Carvalho, I Magister da Tuna Académica de Biomédicas Três anos volvidos... ...três anos volvidos, e a menina que um dia ousou nascer "de negro vestido" vai entrando aos poucos na juventude que a alma lhe confere. Ainda a multidão ia no átrio quando, por alturas do frio, a sobriedade e lucidez de duzia e meia de poetas do antigamente se reuniu com um fim explicito: dar música ao povo! Claro está que seria de todo impossivel fazê-lo à custa de sobriedade e lucidez e, como tal, desde cedo se abandonou tal estratégia. A música contudo não era outra, e como tal, só por si impulsionou o embrião que mais tarde seria a menina de seu nome TAB. A menina nasceu, cresceu e reproduziu-se. Os poetas do antigamente tinham conquistado esta mulher! Sucedeu-se a educação das crianças: família numerosa e escassos recursos administraram a vontade de uma instrução rígida e unilateral, à moda antiga. Verificando-se por vezes certos descontrolos emocionais no que aos instruendos diz respeito, cedo se tornaram constantes momentos de excesso de zelo por parte dos irmãos mais velhos, o que aproximou a mãe aos meninos. Em férias, a família ia passear. Percorria muitos quilómetros, sempre na direcção certa, e jamais perdeu a direcção de casa. Em trabalho, a mãe e os pais, fizeram questão de mostrar aos meninos os sons que norteiam o estandarte tabiano. "Nunca ouvi música assim" - confidenciou o mais novo da altura, numa altura de calor - " emprestas um bandolim?" - acrescentou. A alegria espelhada no rosto desses transeuntes era como como pão para a boca de meninos, pais e mãe! E a retribuição muitas vezes não passava de sede de perfeição, de empenho, de felicidade. Sede essa que é tão necessária quanto a água que a sacia! Afinal, hoje os meninos têm barba e alguns já mudaram a voz! E alguns de nós somos quase avós sem pais termos sido! Existem meninos que já são pais! Que confusão tremenda! Como é verdade que o tempo se faz do presente... Os poetas vão-se revezando entre acordes mal bebidos e ritmos bem dançáveis. Os meninos têm sede de cultura, fome de conhecimento e dores de cabeça matinais. A tuna, essa é quem mais encanta: de menina atrevida e sensual, é hoje a mulher que abraça com ternura o coração dos ultimos trovadores. Nódoas de experiência arquivadas em capas não convencionais costumam ser cantadas à noite. De dia, na presença de transeuntes, meninos e encarregados de educação, troca-se conhecimento empirico, principalmente no que à viola diz respeito. Assim vai crescendo a TAB, entre graças e labores, de uma forma equidistante do mágico e do paradoxal. Assim continue para todo o sempre! Nuno Pangaio, II Magister da Tuna Académica de Biomédicas |